quinta-feira, 29 de julho de 2010

Viciados em sexo.


A ciência ensina o que fazer no dia a dia para que o sexo seja ótimo aos 20, 30, 40, 50, 60…
por Diogo Sponchiato.

Médicos e cartomantes compartilham uma velha obsessão: prever, cada um à sua maneira, o futuro da vida alheia. Nas cartas, o tarô busca apontar quando aparecerá a tão sonhada cara-metade. Por meio de análises rigorosas, a ciência sabe predizer, agora, até quando uma pessoa se exercitará sobre a cama — com a sua cara-metade ou não. Um trabalho da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, acompanhou mais de 6mil homens e mulheres de 25 a 85 anos para formular um novo índice, a expectativa de vida sexual. A questão é que, diferentemente de um grande amor, que parece ser providenciado pelo destino, o porvir entre as quatro paredes do quarto depende, e muito, dos nossos hábitos.

“Observamos que um organismo pobre em saúde também sofre um bom abatimento da atividade sexual”, diz Natalia Gavrilova, uma das responsáveis pelo estudo. Isso significa que as pessoas seduzidas pelo sedentarismo, pela privação de sono ou por uma dieta gordurosa estão antecipando sua aposentadoria em matéria de diversão a dois. “À terceira década de vida, homens com um estado geral deficitário terão mais 30 anos de relações sexuais intensas, enquanto os sadios apresentarão no mínimo mais 37 anos”, revela Natalia. Não é diferente com as mulheres. As saudáveis ganham quase cinco anos extras de muito, muito prazer.

É inevitável que, em meio a esses achados, a gente toque em um assunto: seria então o envelhecimento um obstáculo ao sexo? “O problema não é a idade em si, mas as doenças que costumam aparecer com ela”, avalia a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, é preciso coibir desde cedo os fatores que desencadeiam obesidade, hipertensão…

A pesquisa americana aponta que a ala masculina, embora viva menos, desfruta por mais tempo das relações sexuais. “Diversamente dos homens, as mulheres enfrentam a derrocada dos hormônios com a menopausa, o que afeta a libido, a lubrificação vaginal e a vaidade”, justifica a ginecologista Carolina Carvalho, da Universidade Federal de São Paulo. Mas nenhum marmanjo deve sair por aí cantando de galo. “O estudo também mostra que os homens perdem muitos anos de vida sexual devido a doenças crônicas, como males cardiovasculares e diabete”, alerta Otto Chaves, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia.

Pelas preliminares desta reportagem já dá para sentir que a expectativa de vida sexual espelha, na realidade, nossos hábitos. Quem não fuma e foge dos abusos alcoólicos, por exemplo, sai por cima. A seguir você confere por que suar a camisa, afastar o estresse ou dormir bem também faz toda a diferença para manter-se na ativa por anos e anos.

EXERCÍCIO FÍSICO

Caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta… Escolha uma modalidade ou combine todas elas e você irá ganhar um bônus: uma vida sexual bem mais quente. A ciência já tomou nota de que a atividade física previne problemas que amolecem o rala e rola. A começar pelo combate da obesidade, que dificulta as relações a dois. “Os exercícios ainda melhoram a circulação do corpo inteiro”, diz o cardiologista Carlos Serrano, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. Assim, com o fluxo sanguíneo livre, o pênis não pena tanto para conquistar e manter as ereções e a vagina consegue ficar lubrificada com mais facilidade.

Fonte: Luana Céu

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