quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Por que sexo vende mais do que nunca?

Durante décadas, o mercado americano de produtos eróticos, que excluindo a indústria da pornografia, dá contas de até US $ 2 bilhões em vendas total a cada ano, foi dominada por um punhado de grandes empresas como Doc Johnson e Good Vibrations. Mas isso está mudando, graças a uma combinação de e-commerce e uma mudança gradual nas atitudes sexuais dos consumidores. Isso, mais a determinação de muitos empresários de sair das sombras e arrastar seus negócios para fora de suas próprias fronteiras.

A AVN Adult Entertainment Expo em Las Vegas, maior feira dos Estados Unidos, atrai cerca de 35 mil visitantes e mais de 400 expositores a cada ano, incluindo um número crescente de proprietários de pequenos negócios, dizem os organizadores. A Venus-Berlim, a maior feira do setor na Europa, que acontece a partir do dia 21 deste mês na Alemanha, espera durante o evento a participação de 60 países para os quase 400 expositores, 6 mil visitantes profissionais, 28.000 consumidores e 700 jornalistas durante os 4 dias de duração da feira.

Não surpreendentemente, a AVN oferece na feira anual uma conferencia para tratar dos desafios únicos de operar um negócio para adultos e a Venus-Berlim está lançando o primeiro congresso para debates em sua 14ª Edição.

No Brasil o Seminário Empreender no Mercado Erótico está em sua 5ª Edição, contando com a Edição pioneira do Erotic Point Business, são 6 edições debatendo os interesses do setor, provando que o Brasil é vanguardista. A feira erótica em São Paulo, maior da América latina inicia agora entre os dias 8 a 11 sua 17ª Edição e se prepara para realizar a primeira feira internacional no Brasil comemorando a maioridade em sua 18ª edição já com vistas nas transformações por que passa o mercado erótico mundial.

No entanto o preconceito continua desafiando os empresários da indústria de sextoys. Pat Davis, CEO da Passion Parties , fornecedor americano de produtos eróticos com sede em Las Vegas, diz que sua empresa cresceu distante de bancos e outros financiadores de pequenos negócios porque estes órgãos se recusam a apoiar a pornografia.

Eu lhes digo: “Nem eu apoio a pornografia”, diz Pat Davis . “Nosso negócio é sobre educação sexual e temos muito claro em nossa mente quem somos e o que estamos fazendo”. Como muitos empresários de sextoy, Pat Davis conta com investidores privados para financiar a expansão do seu negocio.

Lançado em meados de 1990, a companhia de Pat Davis fornece kits e treinamento para mais de 20.000 conselheiros independentes, que organizam as promoções dos produtos nos lares de todo os Estados Unidos. (Imagine uma reunião de Tupperware de produtos eróticos.) Os encontros costumam atrair cerca de dezenas de mulheres – a partir de mães que ficam em casa a executivos de empresas – que podem comprar produtos diretamente dos conselheiros ou encomendar da empresa. Cada conselheiro traz entre US $ 500 a US $ 1.000 em vendas, que é dividido entre o conselheiro e a empresa Passion Parties.

“Acho que depois de Sex in the City as mulheres puderam olhar para estas questões e falar mais abertamente sobre sexo”, diz ela.

“Há um ambiente extremamente favorável lá fora, em comparação com a competitividade tecnologica atual “, diz Suki Dunham, 39 anos, co-proprietária do OhMiBod , uma empresa baseada na Groenlândia, lançada em 2006 em sociedade com seu marido.

Ainda assim, diz Suki Dunham, há um estigma ruim em torno da indústria que muitos empresários estão lutando para dissociar os seus produtos da pornografia. OhMiBod e outros pequenos estão mudando seu foco de mercado para casais com embalagem sugestiva e menos agressiva, acrescenta Suki Dunham .

Eles também estão criando suas próprias feiras que, ao contrário da AVN Adult Entertainment Expo, pretende excluir DVDs hardcore e websites de conteúdo pornográfico. É o setor cada vez mais sensual erótico e menos pornográfico.


A abordagem está funcionando. Nos últimos anos, os sextoys – ou produtos eróticos sensuais, como eles são agora chamados frequentemente – começaram a aparecer em Amazon.com, Walgreens.com e outros sites de compras de estilo magazine. Na famosa loja de departamentos Fred Segal Santa Mônica e na boutique chiquérrima Coco de Mer em Melrose, os clientes podem escolher vibradores JimmyJane, enquanto tomam um cappuccino.

Moral da história: Quanto mais longe da pornografia, mais perto dos lucros.



Fonte: Agência ATENAS

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