quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sex shop revela segredos íntimos.

Na véspera do Dia do Sexo, ainda não incluído no calendário oficial, repórter do BOM DIA relata experiência em loja.

Cristiano Zanardi/Agência BOM DIA


Ainda não faz parte do calendário oficial, mas há dois anos o Brasil comemora em 6 de setembro o Dia do Sexo. Uma campanha nacional tenta formalizar a data para discutir, divulgar, quebrar tabus e preconceitos. E se divertir, por que não?
Para não ficar restrita a uma matéria com informações biológicas, psicológicas e comerciais relativas ao tema, decidi viver uma experiência inédita [para mim]. Fui numa sex shop!

E relato tudo aqui.

Esperava um ambiente meio secreto, escuro, com tons avermelhados…

Acreditava que as funcionárias ficariam constrangidas e fugiriam das fotos. Imaginei, acreditem, que seria levada para um canto para fazer, em tom de voz baixo, as perguntas jornalísticas. Assim não atrapalharia os clientes.

Nada disso. Não, a loja não é escura. Todas as luzes são acesas normalmente. Os tons avermelhados ficaram na imaginação. Fiz todas as perguntas em tom normal, com os clientes entrando e saindo sem problemas.

As funcionárias? Nem pensaram em fugir do fotógrafo, pelo contrário. Posaram semi-fantasiadas, deram nome, idade e fizeram brincadeiras sobre os produtos.
Comecei pela prateleira dos cosméticos: gel comestível, perfumes para atrair o sexo oposto, bolinhas explosivas e pomadas.

Além de sabores, o gel para massagens e sexo oral tem a característica de esquentar a pele. Acho que fiz cara de dúvida, porque uma vendedora logo passou a substância no meu braço. Esquenta mesmo, rapidamente. O sabor: abacaxi com vinho. O nome: espanhola.

Ao lado, vejo uma caneta. É para desenhar no corpo. Também comestível, nos sabores chocolate e morango. “Aqui quando não treme, come”, brinca a vendedora. A segunda etapa foi na sala dos vibradores. Tem de todos os tamanhos e cores. Dos mais simples aos mais sofisticados. A estrela do momento é a butterfly, uma cinta estimuladora feminina com mini-vibrador e formato de borboleta. Cor-de-rosa, vermelha, lilás…

Bem ao lado fica a caixa com o produto mais caro da loja, uma boneca inflável vendida a R$ 439. É esquisita. Tem sistema de vibração na boca [sempre aberta e estranhíssima] e vagina. Alguém acha isso erótico?

Dados e baralhos com figuras são vendidos para um jogo sensual. Sugerem beijos, abraços, apertões, lambidas, streep-tease e posições sexuais variadas.
No quesito sexo divertido, sou apresentada a um produto pouco conhecido. Uma massa de modelar que pode ser usada no pênis do homem para produzir um clone do orgão sexual.

“É para quando o namorado ou marido viajar”, informa a funcionária. Ah, tá.

Sexo é hoje negócio sério e lucrativo

Um jovem de 26 anos, Rodolfo Marquezin, é o proprietário da sex shop visitada pelo BOM DIA.
Ele estudou o mercado erótico antes de fazer o investimento e segue acompanhando as tendências. “Os clientes sempre querem novidade”, diz. Segundo ele, apesar do sexo ainda ser tabu no Brasil, o mercado de produtos cresce 15% anualmente.

“E ainda é um mercado novo. Nos Estados Unidos e Europa é normal”.

Ele acredita que a existência das sex shops começam a ser assimiladas também no país e há margem para crescimento. Tanto é que acaba aderir ao sistema de franquia. Novas lojas devem ser abertas na região. Botucatu já tem uma unidade, aberta há um ano e meio. E com movimento de clientes que não decepciona o investidor.

Ivone Vito Sex Sop
Onde: rua Azarias Leite, 6-42, Centro

Fonte: Cristina Camargo - Agência BOM DIA

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