segunda-feira, 11 de julho de 2011

Bruna Surfistinha vira "Bruninho" na hora do sexo.

A atriz Deborah Secco em cena do filme "Bruna Surfistinha"

Estrelado por Deborah Secco, a Natalie Lamour da novela "Insensato Coração" (Globo, 21h), o filme "Bruna Surfistinha" é um sucesso estrondoso: faturou R$ 4,2 milhões em seu final de semana de estreia, o segundo melhor desempenho de bilheteria no ano, perdendo só para a animação infantil "Enrolados" (Disney).

"Bruna Surfistinha" é uma adaptação do best-seller "O Doce Veneno do Escorpião", lançado em 2005 pela Panda Books, um marco da editora.

O livro se define como "o diário de uma garota de programa", que ficou famosa com um blog repleto de confissões sobre os bastidores da prostituição em São Paulo, histórias de amor, dor, vida e muito sexo.

São relatos picantes e explícitos sobre as transas com homens, mulheres e casais no flat de Raquel Pacheco, nome de batismo de Bruna Surfistinha, que começou a se prostituir aos 17 anos, deixando a família de classe média.

No livro, ela conta que, na época, recebeu R$ 500 para fazer um filme de sexo explícito ("Eles paga muito mal... dá até vergonha de falar"), que contabilizou mais de mil programas em sua carreira de prostituta. Há ainda descrições das relações sexuais com todo tipo de cliente, como a de um homem que a contratou para ser penetrado.

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Leia um trecho de "O Doce Veneno do Escorpião"
No primeiro tempo, quando comecei a chupá-lo, ele de cara me pediu para fazer um "fio terra". Ok. Esse, fiz sem dó. Então, ele pediu para que eu colocasse a cinta que tem um p... de borracha acoplado (óbvio). Mas ele já tinha perguntado pelo telefone se eu tinha, então não foi nenhuma surpresa. Com o p... em mim, me transformei no "Bruninho" e ele se tornou minha fêmea. Não fizemos nada demais. E ele nem desmunhecou. Apenas o comi "de frango assado", enquanto ele batia uma punhetinha. Depois, pediu para eu sentar na beirada da cama para que ele sentasse no meu p... E ele gozou assim. Acho que comi ele gostoso.

Segundo tempo: foi a vez de ele me comer. Cavalguei, dei de quatro, mas ele gozou de novo na punhetinha. Tem cliente que fica com medo de me ligar por causa do preço. Certeza que tem menininha cobrando 300, 400 reais, mas acaba fazendo um, dois, ou, no máximo, três programas por semana, quando muito. Sei que, com essa tal "fama" de Bruna Surfistinha, poderia até cobrar mais. Mas gosto do que faço, não nego. Faz eu me sentir desejada, coisa que nunca fui. E, óbvio, tem o lado prático. Sou uma pessoa prática: quanto mais programas fizer, mais grana entra. Não perco tempo negociando preço. Um monte de caras fica chorando desconto, vantagens, exclusividade. Não tenho saco para nada disso.

Da mesma forma que entrei nessa, sei que vou sair. Não quero ser puta o resto da vida. Trabalho para isso. Primeiro, me livrei de cafetão. Não vou dar metade ou mais do que ganho para ninguém. Sim, tem um lado ruim, de trabalhar sozinha, que é a insegurança. Atender em um flat ajuda um pouco. E eu sempre fico com o telefone do cliente - e confirmo se é dele mesmo. "Me dá seu telefone. Se pintar alguma emergência, eu posso ligar e desmarcar." Como eles sempre marcam com algumas horas de antecedência, fica sussu. Até hoje, nunca tive problemas com clientes agressivos. Ainda bem, né? Meu maior medo, no fundo, é encontrar algum amigo do meu pai ou das minhas irmãs. Já fiz programas com caras conhecidos, colegas do Bandeirantes até (que não me reconheceram, mas eu fiz questão de contar: "Eu me lembro de você de algum lugar, mas não é da putaria. Nós estudamos no mesmo colégio").

Sozinha, trabalhando de segunda a sexta, faço de 25 a 30 programas por semana. Tem dias que rola até mais de cinco, mas também não é legal passar muito disso. Cada programa, aqui no meu flat, dura uma hora e, por 200 reais, faço oral e vaginal. Se quiser anal, já sobe para 250 reais (isso foi depois da minha participação no Pânico, em junho, quando resolvi aumentar um pouquinho, já que a procura aumentou: antes, durante muuuuito tempo, cobrava 150 reais e 200, respectivamente). Quantas vezes der para fazer nessa uma hora. E não precisa pagar motel, flat, nada: está tudo incluído. A menos que o cliente queira ir ao motel ou queira me chamar no hotel dele (aí, cobro o dobro, por conta do deslocamento). Com esse jeito de trabalhar, já me permito folgar nos finais de semana. Com todo mundo não é assim? Por que com uma garota de programa seria diferente?

Mesmo encarando tudo o que faço como uma relação comercial, confesso que já tive pena de cliente. Lembro que pensei: "Pô, esse cara economizou um tempão para estar aqui comigo". Como eu soube? Ele juntou tudo em notas de um real. Isso mesmo!

O Doce Veneno do Escorpião (o livro)
Autor: Bruna Surfistinha
Editora: Panda Books
Páginas: 172
Quanto: R$ 28,82 (preço promocional por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

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